Silhueta Urbana







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Trabalho realizado com crianças e adolescentes no albergue Ponte de Encontro e nas ruas da cidade - Fortaleza, 2008.
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Silhueta Urbana propõe engendrar uma obra-processo que parte da comunicação entre artistas-educadores-sociais e jovens que por algum motivo tiveram a necessidade de irem para abrigos ou albergues especializados.
Silhueta Urbana é uma obra que será realizada num processo e um processo que instaura uma obra. Trata-se de promover um exercício de questões que os jovens vão endereçar para a cidade e que passarão a circular pelos espaços públicos.
Como? Cada participante vai desenvolver uma silhueta de si em papel especifico, escrever no peito de cada silhueta um desejo e na cabeça uma questão para a sociedade.
Todas as silhuetas serão instaladas em espaços públicos variados.
O dispositivo propõe gerar o reconhecimento da existência normalmente ignorada desses jovens, eliminados que são do imaginário a partir de sua eliminação do campo visual ao serem obrigados a se abrigar. Ao impor a presença dessas existências no espaço público, de invisíveis para a cidade, esquecidos nos abrigo e albergures e em suas identidades-estigma, os jovens passam a ser visíveis, através de seus corpos-desejos-perguntas que irão circular pelos espaços públicos, convocando a cidade a responder-lhes, a reagir à seus corpos-desejo-perguntas, a sua presença.
As silhuetas são suportes que transportam as mensagens de seus corpos-desejos-perguntas para fora do esquecimento e para além de nosso controle, para além da arte. Elas deixam de ser objetos de arte e passam a ser espaço político, público. São questões para todos nós. São provocações. Queixas. Pontos de interrogação.
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Trabalho realizado com crianças e adolescentes no albergue Ponte de Encontro e nas ruas da cidade - Fortaleza, 2008.

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Trabalho realizado com crianças e adolescentes no abrigo Casa dos Meninos e nas ruas da cidade - Fortaleza, 2008.

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Trabalho realizado com crianças e adolescentes no abrigo Casa das Meninas e nas ruas da cidade - Fortaleza, 2008.

Zero Real


O seu olho, o que vê?
Cada detalhe foi usado pelo Liquidificador Sem Tampa para construir significados para “Zero Real”.
MAS... por que “Zero Real”?

O seu olho, o que percebe?
Uma cédula de dinheiro brasileiro? Uma obra de arte pública?
Idéia
Para produzir “Zero Real”, o L.S.T. baseou-se na nota de “Zero cruzeiro” criada pelo artista Cildo Meireles entre 1974 e 1978.
“Zero cruzeiro” é um trabalho que mostra uma cédula com valor zero. Apesar disso, ela está carregada de valores simbólicos. Eles estão relacionados à nação que essa moeda representa: o Brasil.
De um lado, um índio kraô, sobrevivente de um massacre sofrido por sua tribo, realizado a mando de fazendeiros em Goiás.
De outro, um doente interno de um hospital psiquiátrico, em foto tirada pelo artista.
Os índios primitivamente estiveram fora do sistema da moeda. Não usavam dinheiro. No Brasil, rasgar dinheiro é prova de estar louco. Ambos – índios e loucos – estariam portanto fora do campo da moeda, do campo do capital. “Zero cruzeiro” é um conflito entre razão e loucura.
Em “Zero cruzeiro”, o dinheiro é o tema e o suporte. Ambos constroem o objeto.
• Tema: dinheiro brasileiro
• Suporte: cédula baseada em nota de 10 cruzeiros (tamanho, cor, grafismos, letras, algarismos)
• Objeto: “Zero cruzeiro” é uma obra de arte-cédula semelhante ao dinheiro.
Neste início de século XXI, no Brasil, “Zero cruzeiro” poderia equivaler a “Zero real”. Nessa obra, Cildo Meireles faz críticas.
Entre outras coisas, ele comenta:
• a exclusão social e cultural (do índio e do doente mental pobre)
• os valores humanos que servem aos valores de mercado
• o trabalho que sustenta o poder
• a arte que é transformada em mercadoria
• o valor/desvalor do dinheiro e das pessoas

“A obra de Cildo Meireles tece memória afetiva, vivências culturais com gente simples, conhecimento científico (com seu fascínio pela Física, Matemática e Geografia) e consciência crítica da História.”
Paulo Herkenhoff, em “Cildo Meireles, Geografia do Brasil”.

Inspirada em “Zero Cruzeiro” a obra “Zero Real” faz pensar sobre temas atuais da política, da economia, da sociedade e da cultura.
Em “Zero Real”, o L.S.T. discute a falta de valor de pessoas como as “crianças que vivem na rua”, gente a quem a sociedade geralmente dá “zero valor”, impondo-lhes a categoria cínica e capitalística de existência sem-valia. Em “Zero Real”, o dinheiro é o suporte e o tema é a criança e o adolescente em situação de vulnerabilidade física, afetiva e social. Ambos constroem o objeto de arte pública e interferência cognitiva no consenso absurdo da vida.
• Suporte: cédula baseada em nota de 100 reais (tamanho, grafismos, letras, algarismos)
• Objeto: “Zero Real” é uma obra de arte-cédula semelhante ao dinheiro.
Assimcomo em “Zero cruzeiro” "Zero Real" fala de valores perdidos que
precisam ser reencontrados.

Documentação
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Intervenção realizada em terminais de ônibus - Fortaleza,2008.

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Vídeo-Instalação na Cidade da Criança - Fortaleza, 2008.

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Intervenção realizada no seminário "Criança Não é de Rua" - Fortaleza, 2008

Sensações e Reações

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Trabalho de intervenção no espaço público urbano com imagens que instigam e convidam o transeute a refletir e opinar sobre o consumo de drogas.
A obra de Arte Pública Sensações e Reações se constitui como um fórum sobre drogas de participação popular e uma ferramenta na pedagogia social de rua.


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Vídeo-Instalação na Cidade da Criança - Fortaleza, 2007.

Vídeo-Reflexões






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Gentrifica e Especula - Ação

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Intervenção artistica e educativa realizada em colaboração com a comunidade do Poupa Ganha. Ocupação que resiste a 6 anos no centro da cidade de Fortaleza.

Relações Humanas

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Levar o educando a perceber através da combinação e da leitura de imagens que a igualdade entre as raças e os sexos se refere a igualdade de direitos como cidadãos, mas que cada condição dá origem a existências psicológicas e físicas diferentes que devem se respeitar mutuamente. Após as combinações de imagens e as reflexões, o educando cola as imagens em lugares diversos para que possa gerar ainda outras discussões.

Não se Vende!

“NÃO SE VENDE!”
CONTEXTUALIZAÇÃO

Os projetos propostos e executados pelo ‘Laboratório de Arte Pública – L.S.T.’ sempre se relacionam com a sociedade e estão diretamente influenciados pela realidade que rodeia o ambiente imediato. Como é o caso de “NÃO SE VENDE”, que se trata de um projeto de intervenção artística e educativa no espaço público urbano que reflete, de alguma maneira, esta realidade e se vale de ingredientes de design gráfico, cultura popular e performance.
“Não se Vende!” analisa e denuncia de maneira sutil e atual a situação de crianças e adolescentes que são obrigados a se vender ao redor do mundo para fins de exploração sexual entre outros fins inadmissíveis e absurdos.
Esta exploração tem gerado marcas profundas na cidade de Fortaleza e na existência de nossas crianças e adolescentes que tiveram seus direitos violados.
“NÃO SE VENDE!”
AÇÃO

Uma espécie de bloco carnavalesco, formado por um grupo de crianças e adolescentes que usam blusas iguais.
Na blusa está escrito “NÃO SE VENDE!” em 6 línguas diferentes.
Esse bloco é exclusivamente formado por crianças e adolescentes. A idéia é que possam ser protagonistas diretos da discussão de assuntos que lhes dizem respeito.
A imagem do bloco é suave e doce: as crianças e os adolescentes estão sorridentes, estão se divertindo, estão felizes e saudáveis. Só quando se observa com atenção é que salta a vista o que se pretende assinalar: a realidade acerca da fragilidade e da perigosa posição em que estão muitas crianças e adolescentes na atualidade.
Na contemporaneidade a economia tornou-se uma esfera independente da vida das pessoas que parece que todos têm preço, e para muitas crianças e adolescentes existe um verdadeiro risco de converter-se em um produto a mais no mercado global.
“NÃO SE VENDE!”
DOCUMENTAÇÃO
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Fortaleza, 2009.

Des-Invisível














“Des-Invisível” trata-se de um projeto de intervenção artística e educativa no espaço público urbano que reflete a atual situação de crianças e adolescentes que são obrigados a passar os dias nas ruas mendigando, vendendo bombons e, às vezes, vendendo o corpo, para gerar alguma renda para si e para a família.
A idéia é fotografar estas crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e pessoal, depois interferir nas fotografias, criando silhuetas destas crianças e adolescentes, para logo em seguida, colar estas imagens no espaço em que as fotografias foram feitas.